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21 de abr. de 2011

Velho de Guerra

Musicas Abilio Manuel

Mais uma tarde
O sol de Domingo
Minguando por detrás dos prédios
Ele na sala
Junto da família
Os seus conselhos, seus remédios.
Sua palavra de honra
E o soco na mesa
Passava contando histórias
Uma tarde inteira...

Mas que velho esse
Que ditados trouxe
Que mentira é essa!
Que verdade doce.

Na sua idade
Um peito de remador
Com rugas, vícios e vaidades.
Porta-retratos
Das moças que apaixonou
"por calles de otras ciudades"
Sua conversa fiada,
Curtida, maneira.
Passava contando prosa
Uma tarde inteira.

Mas que velho esse...

Uma figura
De um velho de guerra
Mas sempre moço de amor
As suas botas
Gastas pela terra
Sua coragem e o medo
De cruzar as ruas
Contou vantagens, vitórias
Que não foram suas.

Mas que velho esse...


Tudo Azul N'América do Sul


Só, em cada passo
Em qualquer olhar
Eu me desfaço
Sem querer parar;
No dia-a-dia

Eu quero prosseguir;
Cruzo a avenida
Sem ter prá onde ir
Tanta notícia
Prá me comover,
Mas tô na minha
Não quero nem saber.

Sol de Ipanema
Tá que tá um aço
O mesmo esquema
O mesmo cansaço
E há tantos grilos grilando por aí

Mas não tem nada não
Vai tudo azul n'América do Sul

Trem Voador


Pouca terra, muita terra, quanta serra tem pra se olhar
Pé na estrada, vida airada, tem uma morena a esperar
Sobe a serra, desce a serra, essa é a terra do sonhador
Lá embaixo a encruzilhada e eu nas asas desse condor

Sertão feliz certeira a flecha que acertou meu coração
Sertão longe dos olhos, tão dentro do peito tua canção
O teu vestido branco, teu ar de menina é raio de sol
A estrada se ilumina, teu sorriso branco é meu farol

Olha o trem, toma o trem, tô no trem
Quero voar
Olha o trem, toma o trem, tô no trem
Quero voar

Som & Luz

Se uma era o som
Outra era a luz
E o palco era feliz
Uma palavra ou lágrima
Nos olhos de uma atriz
Que eu não sabia onde aplaudir
Quando chorar ou rir
Havia som, havia luz
E o palco era feliz.

Se uma era o azul
A outra era blues
E a cena era de amor
Uma carícia à meia-luz
Por trás do bastidor
Eu não queria me convencer
Que o beijo era real
Se uma era o som
Outra era a luz
De um caso especial.

Som


Tudo o que você me disser eu ouço
Eu faço, eu acho bom
Não que eu não pense
Eu até penso um pouco
Mas eu não tenho o dom...
Da palavra eu guardo o sentido
Só que aprecio mais o som
Acho o Caetano um cara divino
Maravilhoso como o Tom.

Como eu não tenho palavras (3x)
Digo e repito o mesmo som.

Tudo o que você receitar eu tomo
Eu bebo, misturo com
Coca-cola com aspirina, rum, jasmim, chá de limão
Tequila com vitamina C
Alho, Doril com Cebion
Se eu não morrer da mistura, juro
Dessa vez eu fico bom.

Como eu não tenho remédio (3x)
Digo e repito o mesmo som.

Tudo o que você me pedir
Eu troco por um beijo de batom
Levo você no cinema
Pra assistir o Alan Delon
Depois vamos juntos jantar
Aquele creme champignon
Antes de sair à francesa
Eu peço um vinho Moet Chandon.

Como eu não tenho dinheiro (3x)
Eu pago a conta com este som.

Como eu não tenho dinheiro (3x)
Digo e repito o mesmo som.

Sol Vermelho


Pé de samambaia ao vento,
Dobradiça da porteira,
Passarada, andorinha... clareou...
Lenha acesa, o café.

Verde dos teus olhos verdes
Espalhado na colina,
Ouro no cabelo, pelo de algodão,
Na boca um sol vermelho:

Vida... rompendo o silêncio
Alvorada... o trem, a estrada
E lá vou eu lembrando.

Sabor maça


Maria, Maria
Marina morena
Ou simplesmente Maria-ninguém
Rosa, Margarida, Flor de liz, Yasmim
Mas que perfume todas elas tem
Cravo e cnela, é cheiro de amor
Amado, Caymmi, Gabriela cor
Januária da janela me chamou
Eu fui chegando e ela me disse assim...

Amar é bom,
Mistura um som
Quem temperou?

Rita, Marilena
Mada... Madalena
Quero dançar com Luiza Manequim
Chiquita Bacana
Veloso, de Hollanda
Milton, Benjor, Vinicius de Jobim
Amélia é mulher que não existe mais
Só papai do céu sabe o que Emília faz
Cadê Clareana, cadê Luciana
Quem tem saudade vai aos festivais

Sonhar é bom
Mistura um som
Quem temperou?

Tenho um nome na palma da mão
Eu posso ler um "M" de mulher
Só ela me traz inspiração
Eu sempre faço tudo que ela quer

Ela é mesmo costela de Adão
Ssabor maçã, fruto do paraíso
Seu pecado não terá perdão
Por causa dela perdi meu juízo

Mulher é bom,
Mistura um som
Deus temperou!

Rosa Cor-de-Rosa


Eu vou tirar do meu jardim
Aquela rosa cor de rosa
Oh! Rosa formosa mulher

Se estou sozinho é noite
A janela do meu quarto está aberta
Eu posso ver lá fora
O mundo, a lua, a rua

E naquela casa em frente
Eu vejo a mulher nua
Na minha mente só a imagem sua

Por isso eu vou tirar do meu jardim
Aquela rosa cor de rosa
Oh! Rosa formosa mulher

Melhor dormir agora
Da janela eu desvio meu olhar
Pelo rádio ouço a hora
E o uísque se acabou

E o violão vai
Devagar, devagar, devagar parando
Mas amanhã é outro dia eu vou seguir cantando

Por isso eu vou tirar do meu jardim
Aquela rosa cor de rosa
O! Rosa formosa mulher

Rico Sem Dinheiro


Pense, fale
De cabeça erguida
Que a vida merece seu amor
Não se esqueça de ouvir seu irmão,
Sua mão se estender a uma flor
Não se deixe levar por prazer
De nas coisas não ver seu valor
Não perdoe o viver por viver
E vai ver tudo mudar de cor.

Por isso é que eu volto ao meu amor primeiro
Fiz de tudo pr'ele não morrer
Por isso é que eu sou rico sem dinheiro
E a lição que doa a quem doer.

Quer saber...


Quer saber...
Eu tenho a idade que você me der
E todo tempo que você quiser
A vida inteira pra te oferecer

Eu não sei...
Em que delírio foi acontecer
Aonde foi que eu tirei você
Em que bolero a gente se entregou

E amou (sonhei...)
Como ninguém amou (sonhou) assim
Tem dó de mim
Que sei que ainda vivo como um trovador
Pra te fazer feliz
Escrevo versos que falam de amor

Que Menina, Que Graça


É voz corrente que eu sou boa-vida
Que eu passo a noite toda na avenida
Que o meu ofício é tocar pandeiro.
Mesmo sabendo que estou sem dinheiro
Que o meu barraco nunca deu conforto
Um contingente todo me procura
Mas ela jura que eu nunca fui torto.

Do cais do porto
À esquina da praça
Todo mundo louco
Que menina, que graça!

Já decidiu que vem morar comigo
E eu só pensava em ser seu amigo
Se ela chegar digam que foi engano
Que o meu barraco está vazio há um ano
Que prá nós dois é muito pouco espaço
Se duvidar e não disser adeus
Meu Deu, prometo, que esta vez... eu caso.

Do cais do porto...

Quando a gente cala


Eu acredito na fala quando não se fala
Existe um olhar que se entrega quando a gente cala
Quantas histórias guardadas te revelaria
Nós que desatamos
Nossos desenganos
Nessa fantasia.

Todo silêncio no fundo guarda um bom motivo
Todo sorriso roubado me deixa mais vivo
É como a flor que se abre
Deixa sentir teu perfume
Luz que não se esquece
Voz que me adormece
E emudece meu ciúme.

Presa do teu olhar
Quero ser teu refém
Quero ir mais além
Do que esse momento.

Dona de um sonho meu
Deixa eu cantar feliz
Deixa eu ser aprendiz
Dos teus sentimentos.

Pobre Del Cantor


Pobre del cantor de nuestros dias
Que no arriesgue su cuerda
Por no arriesgar su vida

Pobre del cantor que nunca sepa
Que fuímos la semilla
Y hoy somos esta vida

Pobre del cantor que un dia la historia
Lo borre sin la gloria
De haber tocado espinas

Pobre del cantor que fué marcado
Para sufrir un poco
Y hoy está derrotado

Pobre del cantor que sus informes
Le borren hasta el nombre
Com copias asesinas

Pobre del cantor que no se alce
Y siga hacia adelante
Com más canto y más vida

Pobre del cantor que no hable el modo
De tener bien seguro
Su proceder con todos

Pobre del cantor que no se imponga
Con su canción de gloria
Con embarres y lodo.

Pena Verde


Pus Um Cravo na Lapela,
Sou Escravo, Eu Sou Dos Olhos Dela
Pena Verde no Chapéu...
Me Deu Sorte, Ela Caiu do Céu.

Tenho Agora Quem Me Quer
Dou o Meu Cravo Pra Quem Quiser
Mas Pena Verde Eu Não Abro Mão
Pois Desconfio do Seu Coração.

Não Adianta Fugir do Feitiço,
No Fundo Você é Toda Sorriso
Agora Sim Não Há Mais Problema
Tenho Você e Sei Que Vale a Pena...

O Fado e o Cravo de Abril


Os gritos roucos
O mês de abril
E agora a vida que não se viu.

Os lenços brancos
No cais do porto...
Meu coração anda solto.

Uma vontade de voltar,
Rever as flores
Que aqui não há
Seguir cantando o dia novo
E o coração do meu povo.

E o som das guitarras na rua,
Conversas de esquina,
Varinas, cantigas...
O fado e o cravo de abril.

New star


There are many ways to meet again a lover
That yesterday was so very close
Now I try find you in this crazy world
Wich is turned on to the same screen...
This big world is now so small
When I see your face on that home page
I remember the time you were so near me...
It is another age, it is another age,
It is another age

The distance is now so short
And all comes so fast, bringing all the past
Like a movie brings the same old story, but...
It was another age, it was another age,
It was another age...

I wanna be with you
I wanna be with you
In that old movie
Next to your heart
Next to your heart
Hearing that music
I dream night and day
I dream night and day
To say I still love you
And so as time goes by
I say I wanna fly
I see you like star
Smiling where you are
I'm floating throught the universe
I wanna fly to see you again.

Não Nasci Prá Ser Herói


O chopp, o cinema, o programa
Você passou um bom fim de semana
Existe sempre alguém ao seu dispor
Que também nunca se importou.

Um novo encontro, um telefonema
É hora de dizer se vale a pena
Você se embaralhou, já se perdeu
Nem lembra do que aconteceu.

Mas eu não nasci para ser um herói
Você pensa em se distrair
Que me perdoe se a verdade dói
Sei que um dia você vai me ouvir.

Segunda-feira já é outro dia
Não importa de quem seja a companhia
Você nunca parou, não refletiu
Nunca pensou do que fugiu.

Invente uma desculpa, um motivo
E a gente continua o mesmo amigo
O seu passado eu já conheço bem
O seu futuro é que eu não sei.

Mas eu não nasci para ser um herói
Você pensa em se distrair
Que me perdoe se a verdade dói
Sei que um dia você vai me ouvir

Menina da Bahia

Musicas Abilio Manuel

Não há como um cigarro de palha
E uma rede pra descansar
Nada como um sapato velho
E o carinho dessa morena
Fiquei escravo desse dengo
Que fez meu coração desandar
"Morena, não fala desse jeito
Que eu tenho pressa de te abraçar" (BIS)
"Olerê, lerá, moreninha, já vou chegar...
Eu se fosse você não saía da Bahia" (BIS)
Saudade eu tenho lá da terra
Do tempo do mei vadiar
Cantar pras moças da janela
Em noite de serenata
Fiquei sabendo que a menina
Já tem idade pra se casar...
"Por isso é que eu tô de malas prontas
Prepare a festa quando eu voltar"
"Olerê, lerá, moreninha, já vou chegar...
Eu se fosse você não saía da Bahia" (BIS)

Manda ver

Musicas Abilio Manuel

Mande um recadinho pra aquela cor
Pra aquela morena que me endoidou
Diga que sem ela tá ruim, não dá pra viver
Mas fale que eu falei... manda ver.

Pede pra essa moça um poquin' de céu
Que eu tô numa nuvem que escureceu
Tô voando baixo, tô quase, tô pra morrer
Mas fale que eu falei... manda ver.

Mande ela ligar pra mim de manhã
Tô ligado nela assim feito imã.

Veja se descola um bocadin' de ar
Que eu tô quase a ponto de desmaiar
Quando ela quiser sou capaz de sobreviver
Mas falei que eu falei... manda ver.

Tô quase perdendo a pulsação
Tem vezes que bate, tem outras não
Tem coisas que eu sinto
E não consigo dizer
Mas fale que eu falei... manda ver.

Mande ela ligar pra mim de manhã
Tô ligado nela assim feito imã.


Luiza manequim


Não sei por que é que você não me olha, Luiza Manequim
Não sei por que é que você não me olha, Luiza Manequim
Mexendo comigo e não liga pra mim,Luiza Manequim...

Já fiz de tudo pra chamar sua atenção,
Capoto o carro, ando contra-mão,
Assalto o banco onde você trabalha,
Saio no jornal que você lê... mas qual o quê,
Se você não vê, Luiza Manequim
Fui estudante na Filosofia
E até destaque na sociedade,
Por sua causa fiz um movimento
Soltei bombas, ora pombas, pô
E você nem olhou, Luiza... Manequim...

Não sei por que é que você não me olha, Luiza Manequim
Não sei por que é que você não me olha, Luiza Manequim
Mexendo comigo e não liga pra mim,
Luiza Manequim...

Por isso é que eu virei compositor
Pra você ouvir esta canção
Onde eu falo tudo que eu faço pra chamar sua atenção...
... Luiza Manequim...

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